Jurimetria é a estatística aplicada à decisão judicial — e, no contencioso trabalhista, é o que separa decidir por dado de decidir por instinto. Em vez de “achar” que um pedido tende a ser deferido, ela mede a frequência real com que isso acontece. O termo foi cunhado por Lee Loevinger em 1949; no Brasil, ganhou corpo com a Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ).
Jurimetria não é só “deferimento”
Medir o padrão de deferimento é o uso mais direto, mas a jurimetria mede vários eixos da decisão:
- Probabilidade de êxito — a frequência de procedência por pedido, vara e magistrado.
- Quantum — quanto se costuma condenar quando se condena.
- Tempo — duração média da fase, que move juros e correção.
- Comportamento — padrões de reclamantes, advogados e juízes recorrentes.
Jurimetria × jurisprudência
A confusão é comum, e a diferença é o ponto inteiro:
| Jurisprudência | Jurimetria | |
|---|---|---|
| Pergunta | ”o que os tribunais já decidiram?" | "com que frequência decidem assim?” |
| Saída | precedente, tese | probabilidade (número) |
| Uso | fundamentar a peça | decidir a conduta (custo esperado) |
Jurisprudência diz que algo é possível; jurimetria diz quão provável — e é a probabilidade que entra na conta de acordar ou contestar.
De onde vêm os dados
De decisões públicas dos TRTs, agregadas e anonimizadas — a mesma fronteira da nossa regra dos dois dados: o coletivo só usa o que é público; o dado sensível da empresa nunca entra nessa camada. É leitura de fonte aberta, não dos seus processos internos.
A fronteira é direcional: o seu dado nunca alimenta o coletivo, mas trabalha do seu lado — a sua prova sobre o reclamante (quase sempre seu ex-funcionário) refina a probabilidade do seu caso, na sua instância isolada.
Do padrão à decisão
O padrão de deferimento liga um pedido concreto ao comportamento concreto do juízo. Horas extras, por exemplo, deferem em torno de 56% no pool — mas podem cair para 28% numa vara onde o controle de ponto é idôneo, ou subir a 80% quando não há registro. A média é só o ponto de partida; a vara, o magistrado e a sua prova movem o número dezenas de pontos. Veja os pedidos que mais condenam para a dispersão completa.
A LABORIS AI cruza esse padrão com os dados internos da empresa, estima a probabilidade de condenação e recomenda a conduta de menor custo esperado.
Por que isso reduz o passivo
O passivo trabalhista cai quando cada caso recebe a conduta certa: contestar onde a condenação é improvável, acordar cedo onde ela é provável. A jurimetria é o que torna essa escolha defensável diante do board — porque mostra, com número, onde está cada caso.
Saber o padrão de cada vara muda onde vale a pena brigar. Esse é o ganho — não “ganhar todo processo”, mas perder menos e pagar menos.
É assim que a jurimetria vira decisão na LABORIS AI. Agende uma demonstração com a jurimetria aplicada ao seu acervo.