Como provisionar contingência trabalhista (CPC 25) com jurimetria
A provisão certa não é a maior nem a menor — é a do risco real. Provisionar pelo pior cenário imobiliza caixa à toa; subestimar surpreende o resultado. O ponto de equilíbrio é a exposição ponderada pela probabilidade — e é aí que a jurimetria entra.
O que é provisão de contingência?
Provisão de contingência é o valor reservado no balanço para perdas prováveis em processos (CPC 25 / IAS 37). A classificação do risco define o tratamento:
| Risco | Tratamento contábil |
|---|---|
| Provável | Provisiona (reduz o resultado) |
| Possível | Apenas divulga em nota |
| Remoto | Ignora |
Por que o pior cenário é caro
Classificar tudo como “provável” e somar o valor pedido na inicial infla a provisão — caixa parado que poderia girar. O erro está em confundir o valor pedido com o valor provável: o pedido é o teto otimista do autor, não a expectativa real de perda.
Como a jurimetria ajusta
A jurimetria dá a probabilidade de condenação por pedido — pelo padrão de deferimento da vara e pelo perfil do magistrado. Multiplicada pelo valor em risco, ela transforma a exposição bruta em exposição ponderada — a base honesta da provisão.
Some-se a isso a prova interna (folha, ponto): um pedido improvável de ser deferido não deveria pesar como perda provável no balanço.
A conta, em resumo
Provisão ≈ Σ (probabilidade de condenação × valor provável do pedido)
Não é o pior cenário; é o cenário esperado, atualizado a cada movimentação.
A LABORIS AI entrega a exposição ponderada que a controladoria leva ao balanço. Agende uma demonstração.